Glossários Org.

[glossário].

O linguajar da Arte Org.

A torre de Babel virtual.

Conceituando a Arte org
 

Wilhelm Reich e conceitos relacionados.

Wilhelm Reich e sua obra.

Somente para recordar: A obra de Reich de acordo com o desenvolvimento de seus métodos terapêuticos:

Sobre a Couraça.

Sobre a origem e a preservação da couraça.

Foco, processo e procedimento terapêutico centrado nas defesas (análise do caráter).

Análise do carácter.

A descoberta da terapia corporal (Vegetoterapia caráctero analítica).

Sobre a orgonomia e a orgonoterapia.

Sobre o orgone.

Sobre o campo orgone e suas funções (onda e pulso)

Sobre o {Or.} de orgone.

Sobre a Energia Orgone Mortal {D. Or.}. (Deadly orgone).

Sobre o encouraçamento do campo energético.

Sobre a sobreexcitação.

Sobre o Projeto Oranur; a sobreexcitação e o {D. Or.}.

Sobre as direções da energia orgone {Or.}. <=> {D. Or.}.

A doença {D. Or.} e os sintomas da sobreexcitação.

Sobre o termo Funcional (pensamento funcional).

O que mesmo Reich dizia ou não dizia?
 

Corporalidade e percepções; emoções; sensações; sentimentos e contacto (autopercepção e consciência).

Sobre a Percepção.

Sobre o corpo e a corporalidade.

Sobre a percepção objetiva.

Sobre a percepção difusa.

Sobre o – todo.

Sobre a atenção perceptiva.

Sobre o deslocamento perceptivo.

Sobre o transladar perceptivo.

Sobre a autopercepção.

Sobre o volume corporal, o volume autoperceptivo e o volume perceptivo.

Sobre o avolumar.

Sobre o volumear.

Sobre as ressonâncias.

Sobre o escuriar.

Sobre a consciência.

Sobre as emoções.

Sobre o sentimento afetivo (sentimentos e afetos).

Sobre o contacto.

Sobre o contacto animista.

Sobre a desconexão.

Sobre os anseios, as angústias de contactos e o vazio.

Sobre a Sensação.

Sobre a cinestesia, a cenestesia e a sinestesia.

Cinestesia

Cenestesia.

Sinestesia.

Sobre o matiz perceptivo.

Sobre as impressões.

Sobre as impressões sensoriais de órgãos.

Sobre as impressões sensoriais difusas e as impressões sensoriais.

Sobre os sentidos.

Sobre o entorno do perceber e do sentir.

Sobre o perceber.

Sobre o sentir:

Sobre a apercepção.

Sobre o tomar consciência, o dar-se conta, a noção perceptiva e a noção corporal.

Tomar consciência.

Dar-se conta:

Noção perceptiva:

Noção corporal:

Sobre a noção, a concepção, a consciência, percepção e a imagem de si-mesmo.

Concepção de si-mesmo:

Consciência de si-mesmo:

Imagem de si-mesmo:

Percepção de si-mesmo:

Noção perceptiva de si-mesmo ou noção de si-mesmo:

Sobre a Imitação plasmática.

Sobre a imitação perceptiva.

Do campo real, campo perceptivo e percepções de campo na Arte Org.

O conceito de campo real de energia concreta.

O conceito de campo como entorno perceptivo.

Sobre as funções da percepção de campo.

Funções da percepção de campo sobreposta.

Os escuros dos campos.

O conceito de campo como um domínio.

Sobre o paradigma corporal dos terapeutas corporais.
 

Do Funcionamento virtual:

Sobre a ausência.

Sobre a ausência virtual

Ausência no (do) aqui.

Sobre o termo virtual.

Sobre o homem virtual...

Sobre o funcionamento virtual e as estruturas virtuais.

Sobre o funcionamento virtual.

Sobre as estruturas virtuais.

Sobre o território intermediário virtual fronteiriço.

Sobre a barreira de si-mesmo.

As expressões emocionais do ponto de vista do funcionamento virtual.

Sobre a ressaca e os ressacados.

Sobre a sobreexcitação virtual

Sobre os estados de espírito, a ressaca e a sobreexcitação.

Sobre a divisão, a cisão, a mescolância e desdobramento.

Sobre a loucura virtual, a depressão virtual, o masoquismo virtual, e os ataques destrutivos contra si-mesmo.

Sobre o encouraçamento do campo e a sobreexcitação nos virtuais.

Sobre o eu dividido e as divisões do eu.

Sobre a Identidade:

Sobre o eu.

Sobre a individualidade:

Sobre o eu-dividido dos virtuais e a subjetividade.

Sobre a função eu e a função identidade.

Sobre o Self.

Sobre o Eu; o eu-difuso; o eu-descorporificado; o eu-observador; o eu-organizador; o Mim e o Eu-coligado.

Identidade descorporificada.

Identidades dos virtuais relacionadas ao desenvolvimento do processo terapêutico da Arte Org.

Sobre o super-homem e o micro-homem

Sobre a pressão do - aqui.

Algumas características do funcionamento virtual.

 

O linguajar da Arte Org.

[linguajar_arteorguiano].

No desenvolvimento da metodologia da Arte Org terapia, entre todas as questões inerentes à composição de uma nova metodologia terapêutica; encontramos-nos diante de uma dificuldade que ultrapassa o domínio metodológico: a saber, encontrar uma linguagem com a qual pudéssemos conversar sobre os fenômenos, os movimentos e as sensações presentes nos processos que estamos vivendo.

Você vai encontrar em nossos textos muitas vezes a frase: “a ausência (em geral) e o funcionamento virtual (em parte) operam fora do domínio da linguagem”. Que significa que uma grande parte das sensações e impressões, e, portanto, grande parte dos processos que operam diretamente na ausência e como plano de fundo do funcionamento virtual; são de natureza difusa, sendo que para a grande maioria ainda não temos palavras que os represente. E mais, também pode encontrar em nossos textos postulações que dizem que este processo de traduzir os elementos vividos difusamente para a linguagem é um problema de cada um que ultrapassa as questões relacionadas a qualquer método ou linguagem; isto é, cada um anda carregando um mundo de impressões e sensações (difusas) que ainda não foram adequadamente traduzidos para a linguagem (objetiva); e mesmo as que foram correm o risco de terem sido inadequadamente traduzidas. Além disto; o fato que uma pessoa encontre a forma de expressar no mundo da linguagem suas impressões e sensações difusas não alivia a carga que os “outros” andam carregando em seus campos difusos; não alivia a pressão que a vivencia difusa exerce para encontrar moradia nas palavras objetivas; mas sim que isto pode produzir certa sincronia que tanto pode ser boa como muito ruim.

A outra capa desta mesma questão se dá quando precisamos explicar a nossa experiência para as outras pessoas o que não estão vivendo o processo que estamos vivendo (se mesmo com as que já viveram ou estão vivendo é muito difícil, imagine quando a experiência não é comum); como é o caso de uma pessoa falar para a outra sobre seu processo terapêutico; ou nosso caso onde pretendemos explicar o nosso método de trabalho e os processos que ele envolve ou que nele estão envolvidos.

Você também pode estranhar, ao perceber que ao mesmo tempo estamos usando uma linguagem para falar sobre isto. Pois então, este é o resultado de nosso esforço de construir uma linguagem falada para falar destes processos e isto não nega o postulado inicial, somente nos diz que podemos sim ir aprendendo a falar sobre estes tais processos fronteiriços e difusos.

Em primeiro lugar partimos do pressuposto que existe sim uma experiência que é comum a todos que se dá entre a vivencia difusa e sua tradução para o mundo das palavras objetivas; que isto se manifesta de muitas maneiras; às vezes como insights; outras vezes na linguagem comum; e principalmente nas linguagens criativas mais soltas de significados; ou mais livre dos conceitos envolvidos com as palavras. Algumas vezes conseguimos ser fieis a esta linguagem; porém na maioria das vezes ficamos presos no esforço de tentar se comunicar e nos perdemos do que estamos falando ou do que deveríamos falar.

Voltando para o nosso território, neste esforço (de muitas camadas) envolvido com encontrar uma linguagem com a qual pudéssemos conversar sobre os processos envolvidos com a terapia org; nós fomos utilizando palavras velhas utilizadas em outros domínios; por outras correntes como é o caso da própria palavra ausência; também criamos palavras novas; diversos neologismos, sendo que alguns ficaram como parte de nossa linguagem comum e outros acabaram se diluindo ou sendo substituídos.

Isto não significa que este palavrório se constitua como uma realidade, nem que se você conversar conosco usando estas mesmas palavras vai ser bem compreendido. Menos ainda que você possa entender o que estamos falando se decorar o significado que nós mesmos damos para as nossas palavras. Isto não funciona assim.

Você pode ouvir uma de nossas conversas e pensar que enquanto você não entende nada do que estamos falando, nós estamos entendendo tudo, mais vou logo esclarecendo, também não é assim. Quando a conversa entra nas funções perceptivas de campo ou nas funções energéticas então pode todo mundo estar conversando normalmente e por traz temos uma torre de Babel.

Enquanto estamos navegando pelas nuvens da ausência, nem sequer falamos a linguagem das palavras; porém quando estamos de volta (a si-mesmos e ao mundo) andando pela superfície do planeta; ainda conseguimos recuperar os dialetos relativamente compreensíveis; porém quando ficamos perdidos ou atrapados (prisioneiros) no meio do caminho; é como estar numa torre onde cada qual fala uma língua que ninguém entende, exatamente como uma  versão virtual da parábola bíblica da torre de Babel.

Não como numa torre de Babel normal (onde não existe uma linguagem comum, mas sim diversas linguagens divididas por tribos); mas sim como uma torre de Babel virtual onde cada um fala sua própria língua; ou mais, diversas línguas; sendo que cada uma é inerente a um determinado estado e sendo que num determinado estado não conseguimos compreender o que falamos no outro.

A torre de Babel virtual.

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A forma de linguagem que usamos quando estamos ausentes não é a linguagem das palavras que escutamos, falamos, lemos e escrevemos quando estamos organizados, mas sim, um primitivo dialeto cheio de impressões sensoriais, visuais e auditivas, que talvez possam ser representadas por imagens pictóricas, mas que não cabem dentro de nosso alfabeto.

Ausentar-se de si-mesmo e voltar para si-mesmo é como, a cada vez, desaprender a falar, a ler e a escrever, e, a cada vez, voltar a aprender a falar, a ler e a escrever.

Sendo que o reaprender a falar, a ler e a escrever não depende do que já aprendemos ontem, mas sim, do quanto estamos presente e da forma que estamos presentes hoje.

Entre as ondas do ausentar de si-mesmo e voltar para si mesmo, acabamos ficando com a impressão que nossa memória não funciona mais e que estamos perdendo a capacidade de aprender.

Numa época onde o mundo abre as portas das comunicações globais e virtuais, aí estamos nós, contraditoriamente metidos numa verdadeira “torre de Babel” prisioneira e solitária.

Onde o problema não se resolve globalizando uma língua para que todos possam se comunicar através dela. Também não se resolve melhorando o escutar, o falar, o ler, e o escrever das línguas individuais. Não é uma questão de educar melhor, mas sim de voltar a estar presente.

Além disto, quando conseguimos voltar a estar relativamente presentes só conseguimos recuperar uma parte do funcionamento “normal” onde podemos voltar a escutar, a falar, a ler e a escrever.

Porém, o voltar a estar presente não alcança as impressões sensoriais perceptivas e difusas que apareceram com a ausência e que acabam ficando como imagens pictóricas ou como um ruído de fundo que na maior parte das vezes não conseguimos comunicar, nem sequer com a linguagem dos desenhos e das pinturas ou com a linguagem das escalas musicais.

Em outras palavras, uma vez que a pessoa retoma sua presença ou volta para si, ela enfrenta um problema tão complexo como o voltar para si-mesma e para o mundo, a saber, o de poder expressar-se. Este mundo de impressões difusas, vividos quando a pessoa estava ausente, acaba ficando dando voltas como uma mosca bêbada sem conseguir se organizar em nenhuma forma coerente de comunicação interna ou externa.

Mesmo quando a pessoa volta para si-mesma e para o mundo, as impressões continuam dando voltas como soltas ao vento; a versão virtual da torre de Babel continua crescendo, aparecem os demais problemas relacionados com as pressões cotidianas de viver no mundo de hoje; e, para lidar com tudo isto, as pessoas começam a usar os mais diversos tipos e recursos de desconexões.

A presença ou ausência das fixações do campo perceptivo; funcionando como ancoras projetada na própria pessoa, nos outros, nas coisas ou nos lugares marcam justamente a diferença polar entre um estado confusional com uma mente difusa, um estado organizado com uma mente organizada ou um estado pressionado que expressa um esforço de organização com uma mente fixada. Sendo que, a pessoa não retorna de sua ausência todas às vezes funcionando de forma fixada e nem todos os estados polares apresentam conexões com fixações arraigadas de forma tão projetivas e tão massivas.

Nós trabalhamos com o funcionamento virtual e a nossa linguagem oscila tal qual o funcionamento virtual. Ela fica mais clara e mais compreensível conforme estamos claros; e mais empantanada, difusa e caótica conforme estamos mais desorganizados.

No funcionamento virtual cada qual vai significando no exato momento o que está falando e, muitas vezes, fala um montão de frases e palavras sem “significar” nenhuma delas.

 

Conceituando a Arte Org

[conceituando]

Veja; partindo de uma questão bem básica; no mundo de hoje, ler um texto ou um livro interessante (do tipo romance ou literatura aventura) de forma seqüenciada (isto é, pagina por página) já é bem difícil. Agora, ler um texto técnico ou de certa forma específico (que por sua própria natureza precisa ir navegando pelos mais diferentes territórios como é o nosso caso); que pode ser caracterizado como uma leitura densa; difusa; e muitas vezes não clara; é uma tarefa quase que impossível. Simplesmente não podemos pedir e nem esperar, que este forma de leitura seja efetuada página por página; capítulo por capítulo; onde os conceitos esclarecidos numa parte possam ser usados para a compreensão da outra parte. A prática nos ensina que o ler nos dias de hoje é como navegar pela web; isto é, as pessoas navegam pelo texto nas mais estranhas ordens. Se tomarmos isto em consideração; precisamos ir reconceituando tudo a cada momento o que transforma a leitura em mais chata do que já é.

A outra possibilidade seria manter os conceitos a parte; porém assim corremos o risco de separar os conceitos de seus correspondentes contextos que definitivamente não é uma boa alternativa, pois criaria uma linguagem rica em conceitos e vazia de contextos e o próprio funcionamento virtual já é assim.

Da mesma maneira que temos leitores que só conseguem seguir adiante com a leitura de um texto se este esclarecer o significado da palavra no exato momento que elas estão sendo usadas; temos leitores que na terceira página já se esqueceram do foi escrito na primeira.

Assim; com este plano de fundo nada promissor podemos colocar a nossa forma de falar e escrever em dúvida; como podemos colocar a própria organização da linguagem em questão; o que não podemos fazer é desistir de nos comunicar; menos ainda desistir da tentativa de colocar a nossa proposta e a nossa experiência dentro do marco de uma linguagem comum.

Assim; chegamos ao momento de conversar sobre a metodologia da Arte Org com que estiver interessado; o que significa dizer que entramos no território do corpo de conhecimentos da Arte Org; sendo que neste plano; isto significa linguagem escrita contextualizada e com os seus devidos conceitos; pelo menos aquilo que pode ser colocado como conceito.

Nossa proposta aqui é montar um espaço em nossa web, com um tipo de glossário; que facilite a leitura de nossos textos; nele procuramos equilibrar os conceitos com algum contexto; portanto, vejamos agora o que precisa ser esclarecido aqui:

Em primeiro lugar, todos os conceitos que estamos colocando (inicialmente) aqui estão contextualizados no livro eletrônico “história e desenvolvimento da metodologia da Arte Org” de Jovino Camargo Junior. Para efeitos legais e éticos; o resultado final tem sua autorização e revisão.

Em segundo lugar, pretendemos ir atualizando este glossário conforme forem aparecendo os outros textos que pretendemos ir disponibilizando da mesma maneira.

E, em terceiro lugar, cabe ressaltar que a história da Arte Org anda de mãos dadas com o derrubar de paradigmas de todos os tipos; o que significa dizer que nas alturas dos acontecimentos não podemos fazer proposições, nem sequer conceitos, de forma fechada, como se fossem válidos para sempre; mas sim podemos assumir que este é o resultado de nosso melhor esforço para construir as bases sobre a qual ir propondo o desenvolvimento e os acontecimentos relacionados à Arte Org.

 

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